Deixei de me arrepender. É tudo nosso até darmos cabo daquilo de que mais gostamos, mas é assim que aprendemos. Não somos jovens para sempre e há que construir uma imagem ou deitar fora a velha. Não tenho que justificar nada, não tenho que dar a volta a ninguém e a solução passa por deixarmos os outros ver quem somos realmente. Se bebemos dois ou três copos numa noite, se fumamos cinco ou seis cigarros é tudo indiferente... Nada disso nos define, é o que passamos no silêncio dos dias, no passar dos anos... As manias que aprendemos, os tiques nervosos que conhecem de nós e as palavras que fazem parte do nosso vocabulário. Vou aprendendo a gostar que me conheçam melhor que ninguém... Vou aprendendo a jogar limpo quando vocês ainda jogam sujo. E a verdade, é que eu adormeço sempre de consciência tranquila. Não engano, não engano ninguém. O que está aqui, sou eu.
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domingo, 4 de novembro de 2012
23 ♥
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
13 ♥
"Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes mas, não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz e deixar de ser vitima dos problemas e tornar-se um autor da própria historia. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. E ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo."
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
12 ♥
Gosto de água. Gosto de roupa. Gosto da lua. Gosto do dia. Gosto de compras. Gosto de gomas. Gosto de escrever. Gosto de deitar lágrimas. Gosto do meu telemóvel, mas já preciso de outro. Gosto de azul. Gosto de fotografias. Gosto do sol. Gosto de ouvir músicas tristes. Gosto de molhar os dedos na cera e deixa-la secar. Gosto de parques. Gosto de ir à praia. Gosto de falar ao telemóvel. Gosto de festivais. Gosto de acampar. Gosto de me rir. Gosto de argolas. Gosto de Nova Iorque. Gosto de piscina. Gosto do Benfica. Gosto do meu quarto. Gosto de sair. Gosto de gritar. Gosto de liberdade. Não gosto de pessoas. Não gosto de nomes. Não gosto de faltar a eventos. Não gosto de bicicletas. Não gosto que me chateiem. Não gosto de feitios iguais ao meu. Não gosto de mentiras. Não gosto da escola. Não gosto de motas. Não gosto de sextas-feiras 13. Não gosto de couves. Não gosto que se atrasem. Não gosto que me imitem. Não gosto quando não gosto de mim.
domingo, 26 de dezembro de 2010
9 ♥
“Agachada em frente da lareira, o calor das brasas aquece-me o rosto, mas o frio não cessa. Viro-me de costas para esta, com a cabeça entre os joelhos. Sinto o mundo girar, gelado. A sala, meio iluminada pela luz vinda do corredor, está estranhamente pequena. O sofá de 3 lugares, vazio, diminuiu bastante. O armário alto repleto de livros parece mais baixo. De repente, ponho-me de pé, o que me fez cambalear, e vi o cimo do armário facilmente, agora que ele tinha diminuído. Mas o sofá já não estava vazio. Os meus olhos param na penumbra. Pergunto baixinho: "És tu?" Um par de olhos sorri para mim.. A família está toda a dormir um andar acima, e nenhuma das portas da sala foi aberta. Eles não são. "Quem és?" Não obtive resposta, só um ligeiro sorriso. Eu conheço esse sorriso, pensei. "É impossível, alucino?" Um ligeiro abanar de cabeça confirma a minha suspeita. Não ousei mexer um dedo, pois sabia que aquela estranha visão iria desaparecer. Após uns segundos, talvez minutos, talvez horas, arrisquei: "Vais dormir?" Não me respondeu, fechou os olhos e aconchegou-se no sofá. Mesmo que tivesse espaço para mim, não me iria aproximar do sofá para me deitar, apesar da enorme vontade de aconchegar aquela personagem. Senti mais um arrepio, continuava gelada, mas não tremia. Sem olhar para trás, saí da sala, subi as escadas e apaguei a luz, entrei no meu quarto, fechei a porta, deitei-me num lado da cama, tapei-me e apaguei o candeeiro da mesa-de-cabeceira. Não me atrevi a olhar para o outro lado da cama, sentia a sua presença lá. "Boa noite...", disse eu suavemente num sussurro. Mais uma vez, silêncio. Nem um movimento. Sabia que não era real, mas também sabia que parte do meu cérebro estava a criar a ilusão, e não a quis apagar. Alucinações. Delírios. O telemóvel na mesa-de-cabeceira parecia tornar-se maior, para me engolir, e no instante seguinte reduzia-se. O mesmo aconteceu com outros objectos, mas na realidade nem eles nem eu nos movíamos ou mudávamos de tamanho. Inocentemente, soube que a personagem do outro lado da cama me protegia, apesar de não estar ali na realidade. Continuei deitada de lado, de costas para o lado oposto da cama, durante algum tempo, até que me pus de barriga para baixo, sem nunca desviar os olhos da parede para a qual estava virado. Tinha sono, frio e uma grande dor de cabeça. Mas sentia-me confortada com a presença misteriosa criada pela minha mente. "Amo-te…", pensei, e creio ter adormecido nesse instante.”
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